Antes do 25 de Abril
Este trabalho é sobre a vida antes do 25 de Abril, relatada por uma pessoa da minha família, que teve a horrível experiência de viver nessa época.
Era impossível dizer o que se pensava, sob pena de prisão, por tudo e por nada. A liberdade de expressão era inexistente, tudo o que era notícia estava sujeito à censura. Havia a PIDE que tinha vários informadores (chamados os bufos), para informarem quem era contra o regime. Os seus governantes auto-elegiam-se, as eleições eram fictícias e fabricadas por eles, para se manterem no poder.
Deu-se o assalto ao barco Santa Maria, com cerca de 612 passageiros e 350 tripulantes, em 19/01/1961, pelos rebeldes ibéricos.
Entretanto rebentou a guerra nas províncias ultramarinas, em Março do mesmo ano. Os vários grupos contra o regime da colonização fizeram muitos mortos nas nossas tropas e só o 25 de Abril trouxe a liberdade e a independência para os povos ultramarinos (Angola, Moçambique, São Tomé, Guiné e Cabo Verde).
Os trabalhadores faziam, no mínimo, 8 horas e chegavam às 12h por dia de trabalho, sem qualquer remuneração adicional. Não pagavam horas extraordinárias e as férias eram privilégio de poucos.
Os ordenados eram baixos e a vida muito difícil. Em muitos lares, a alimentação era à base de feijão, batata e pouco mais.
Os alunos nas escolas eram sujeitos a uma disciplina rigorosa. Ao mínimo sinal de irreverência, era logo rua ou suspensão. Liberdade? Namoro na adolescência? Nem pensar!
Enfim, vivia-se num regime de ditadura, coisa que hoje seria impensável para quem não viveu. Depois … bem, depois deu-se o 25 de Abril e tudo mudou.
Passou a viver-se em democracia, o governo do povo.

Este trabalho é sobre a vida antes do 25 de Abril, relatada por uma pessoa da minha família, que teve a horrível experiência de viver nessa época.
Era impossível dizer o que se pensava, sob pena de prisão, por tudo e por nada. A liberdade de expressão era inexistente, tudo o que era notícia estava sujeito à censura. Havia a PIDE que tinha vários informadores (chamados os bufos), para informarem quem era contra o regime. Os seus governantes auto-elegiam-se, as eleições eram fictícias e fabricadas por eles, para se manterem no poder.
Deu-se o assalto ao barco Santa Maria, com cerca de 612 passageiros e 350 tripulantes, em 19/01/1961, pelos rebeldes ibéricos.
Entretanto rebentou a guerra nas províncias ultramarinas, em Março do mesmo ano. Os vários grupos contra o regime da colonização fizeram muitos mortos nas nossas tropas e só o 25 de Abril trouxe a liberdade e a independência para os povos ultramarinos (Angola, Moçambique, São Tomé, Guiné e Cabo Verde).
Os trabalhadores faziam, no mínimo, 8 horas e chegavam às 12h por dia de trabalho, sem qualquer remuneração adicional. Não pagavam horas extraordinárias e as férias eram privilégio de poucos.
Os ordenados eram baixos e a vida muito difícil. Em muitos lares, a alimentação era à base de feijão, batata e pouco mais.
Os alunos nas escolas eram sujeitos a uma disciplina rigorosa. Ao mínimo sinal de irreverência, era logo rua ou suspensão. Liberdade? Namoro na adolescência? Nem pensar!
Enfim, vivia-se num regime de ditadura, coisa que hoje seria impensável para quem não viveu. Depois … bem, depois deu-se o 25 de Abril e tudo mudou.
Passou a viver-se em democracia, o governo do povo.

Mariana Lisboa
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